
Chávez acredita que a Guerra Fria não acabou! ou que pode estabelecer um pólo de poder na AL em contraposição à influência do colosso do norte. No início Chávez chamava mais a atenção. Principalmente quando foi alvo de um golpe mal sucedido em 2002. Hoje, contudo, seus apoio às FARC e seu assalto contra as instituições democráticas tem o colocado mais como uma fator de instabilidade do que como uma alternativa política. Chávez tentou persuadir o Equador, a Bolívia e agora Honduras a seguirem (sob sua liderança- ALBA) um projeto de poder chamado "bolivarianismo". Atualmente gera mais risos do que preocupação.
O Golpe que retirou o presidente Manuel Zelaya do poder marca o ressurgimento de um fato corriqueiro durante o período da Guerra Fria onde os embates ideológicos entre EUA e URSS tomavam forma na América Central. A democracia nessa região é instável e o atual golpe representa também um retorno ao padrão de disputa ideológica. Contudo, dessa vez nota-se que de um lado há o presidente Zelaya apoiado por um projeto “bolivariano” de Hugo Chávez e o governo golpista contrário a essa interferência externa e a emenda de reeleição proposta por Zelaya.
O que está em jogo é a possibilidade do atual impasse causar uma guerra civil. Zelaya não tem forte apoio popular e isso torna seu retorno ao poder improvável. Diferente, por exemplo, do apoio popular que Hugo Chávez detinha na Venezuela na ocasião do golpe contra seu governo em 2002. O papel dos EUA nesse impasse é outro fato novo. O padrão tradicional de ingerência nos assuntos domésticos dos países centro-americanos, tão comum durante a disputa por zonas de influência na Guerra Fria, deu lugar a uma postura de mediação proposta pelo presidente Obama.
A novidade, portanto, é uma política externa para a América Latina que promove a cooperação via instituições (OEA por ex.) e não por meio de intervenções ou apoio a golpes militares. O problema é que nos EUA os republicanos percebem Zelaya como uma ameaça enquanto os democratas buscam reinstalá-lo no poder para então por em ação seu “plano de reconciliação” com monitores da ONU para garantir as liberdades civis e políticas. O governo interino já rejeitou essa proposta, mas o fundamental para uma saída política seria justamente uma presença maior dos EUA enquanto mediador.
Falando em Chávez, o homônimo é mais engraçado!
http://www.chavesweb.com/

Acredito que a democracia deve ser restaurada em Honduras, porém não gosto da idéia dos EUA serem mediadores de tal situação. Sempre se metendo em tudo... Talvez seria melhor uma OI, como a ONU, não? E o novo capítulo de Chávez agora parece ser a questão das bases militares americanas na Colômbia. Chavez diz que isso é um plano para adentrar o espaço da Amazônia Brasileira... qual sua opinião, Helvécio??
ResponderExcluirSalve Renan,
ResponderExcluirDesculpe por ter deixado o blog um pouco esquecido. probleminhas!
Chavez entrou numa jogada arriscada e viu que não contou com nenhum apóio. O grande problema é que Zelaya não tem o apoio popular que Chavez tem na Venezuela. Isso dificulta um retorno.
Com relação às bases: Já existiam bases no Equador, Peru, Honduras e no caso da Colômbia foi justamente o suporte técnico militar dos EUA que tornou o país capaz de enfrentar as FARC, hoje morimbundas. Portanto, creio que é mais retórico chavista mesmo.
abraços.
Se o apoio eh para a democracia hondurenha então é preciso observar que as instituições funcionam normalmente e as eleições estão cumprindo o cronograma em meu blog chamei Chavez o democrata, tal qual Lula que teve a pachorra de condenar o chamado golpe na Líbia, é uma pérola da incoerencia.
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